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(Redireccionado de Cultura digital/avaliacao)

Cultura digital:

  • Avaliação


Tabela de conteúdo

Avaliação

A avaliação é o elemento central da qualidade e segundo Sultana, Yousuf, Din e Rehman (2011): "Uma educação de qualidade pode assegurar segurança, bem estar e prosperidade para uma nação". De modo nenhum se deve desprezar a componente avaliação se o objectivo for a evolução para a excelência. Esse foi o nosso enfoque, a evolução para a qualidade de excelência: a excelência da unidade curricular integradora, leccionada em todos os mestrados de ensino da universidade de Aveiro, na perspectiva dos seus intervenientes.

No planeamento de um novo curso ou unidade curricular, a avaliação costuma ser o último aspecto a ser considerado. Este não foi o caso desta nova UC integradora. Desde os primeiros dias pesquisamos e reflectimos sobre uma possível estrutura para a avaliação. Que componentes considerar de modo a que a avaliação cumpra o seu objectivo principal? Consideramos essencial centrar a avaliação nos principais intervenientes da UC:

  • o professor e
  • os alunos.

As interacções, elemento essencial da aprendizagem, serão consideradas nas avaliações do professor (interacções professor-alunos) e dos alunos (interacções entre alunos). A partir da análise de alguns modelos de ensino/aprendizagem em rede, focando particularmente as competências do professor e dos alunos, elaboramos uma

  • Proposta de estratégias de avaliação da UC,

com o fim de promover a excelência da unidade curricular integradora numa perspectiva micro, isto é, na perspectiva dos alunos e do professor que nela participam.

Parte-se do princípio que "o ensino efectivo consiste num conjunto de competências que podem ser adquiridas, melhoradas e expandidas" (Brown e Atkins, 2002, p. 1). A importância da avaliação do professor é essencial para que este possa, através da análise e reflexão dos seus resultados, adoptar medidas que promovam a melhoria do seu desempenho. Embora a avaliação do professor possa também servir para documentar a qualidade de ensino promovida e para comprovar ou não a ideia que o professor formulou sobre o seu próprio desempenho (Fink, 1999), a filosofia que seguimos foi a de que a avaliação do professor servirá principalmente o professor na sua caminhada para a aquisição, melhoria e expansão das suas competências. Segundo Pedro (2011) [1] a avaliação deve ser entendida, do meu ponto de vista, como um dever e como um direito, neste curso pensamos a avaliação do professor com um enfoque no direito, o professor tem o direito de se avaliar ou de solicitar a sua avaliação para a sua própria evolução.


A estratégia para a abordagem da componente de avaliação do professor consistiu, em primeiro lugar, numa síntese resultante da reflexão de análise bibliográfica acerca das características essenciais que deveriam ser adquiridas/melhoradas/expandidas pelo docente de ensino superior, na filosofia da aprendizagem significatia. Com base nestes pressupostos e em pesquisas bibliográficas no contexto referido, são resumidas algumas sugestões relacionadas com boas práticas de EA, com enfoque na aprendizagem activa, significativa, autónoma e colaborativa em comunidades de aprendizagem "hands-on" interdisciplinares, com integração das TIC. Este conjunto de sugestões pretende servir de auto-referência para a avaliação da eficácia do ensino/aprendizagem promovido pelo professor. No final desta componente de avaliação do professor são apontadas breves pistas sobre que componentes de ensino são mais adequadamente avaliadas pelo próprio docente, pelos seus alunos ou por um colega/perito.


Já na componente de avaliação dos alunos, o enfoque foi a aprendizagem activa, autónoma e colaborativa, conforme a concepção de que o de ensino e aprendizagem deve ser centrado no aluno. O professor utilizará a avaliação formativa como parte do processo de construção do conhecimento colectivo, orientando os estudantes em sua trajetória de busca e aplicação de novos saberes. avaliação formativa.

Nesta proposta a atuação do mentor será um ponto de apoio para o professor, ampliando sua visão sobre o percurso de desenvolvimento das atividades, bem como facilitando a comunicação entre os pares, uma vez que o mesmo será um aluno em estudos mais avançados. O estudante assume, nesta proposta um protagonismo,uma vez que irá participar do processo de avaliação através da avaliação entre os pares (peer assessment) e auto-avaliação (self assessment), etapas que contribuem para a assunção de uma atitude crítica e positiva ao avaliar a produção de outros grupos, bem como perceber contributos ao seu próprio rendimento. A avaliação do aluno assim, se torna parte efetiva do processo de ensino e aprendizagem, prestando essenciais contributos para orientar percursos de aprendizagem e sinalizar novos caminhos ao aprendente, fazendo-se prática a filosofia do do anti-ensino, eleita por todos.

Na última parte da proposta, expomos com brevidade a metodologia utilizada pela Universidade de Aveiro para avaliação de seus cursos, e, propomos a utilização da ferramenta de gestão PDCA para resolução de problemas, enquanto uma alternativa para melhoria da qualidade da Unidade Curricular em discussão.


Avaliação do professor

Avaliação do professor

Avaliação do aluno

Avaliação do aluno

Proposta de estratégias de avaliação da UC

Proposta de estratégias de avaliação da UC

Glossário de termos utilizados no tópico avaliação

Avaliação contínua: Processo de avaliação que se desenvolve ao longo do período de estudos, com atribuição de notas ou conceitos que serão sistematizados na avaliação sumativa. A avaliação contínua pode ser de caráter formativo quando se presta a auxiliar ao educando na superação de obstáculos no percurso de construção do conhecimento, ou pode ser desenvolvida numa perspectiva tradicional, voltada apenas para a verificação do rendimento.

Avaliação formativa: Modelo de avaliação integrante do processo de aprendizagem, uma vez que tem a função de auxiliar o educando a superar obstáculos na construção do conhecimento (Black e William, 2009). O professor atua como orientador de percursos, sugerindo, problematizando e apontando caminhos para resolução de problemas, a ocupar a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) (Vygotsky, 1981). É adequada às dinâmicas de aprendizagem colaborativa, pois reforça a autonomia, a disciplina e a capacidade de negociação de pontos de vista (Pombo, Loureiro e Moreira, 2010).

Avaliação sumativa: Avaliação que sistematiza o rendimento do aluno através da atribuição de notas. Tem função burocrática, aplicada para certificação de cursos.

Computer stimulated collaborative learning (CSCL) "is defined as groups working together for a common purpose". Hyvönen (2010).

"Ensinar é providenciar oportunidades de aprendizagem aos alunos. É um processo interactivo assim como uma actividade intencional." Brown e Atkins (2002, p. 2)

Moderação online é uma actividade reguladora dos processos de organização dos grupos e das aprendizagens realizadas em ambientes virtuais, com particular incidência para as formas de dinamização, gestão e acompanhamento. Dias (2008, p. 3)

Scripts "can be described as a number of rules, which show learners the way they should interact with each other and collaborate on a task". Hyvönen (2010).

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