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Discussão:Pensamento Crítico

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Avaliação do relatório de progresso

A problemática do desenvolvimento do pensamento crítico assume um carácter extremamente pertinente no contexto educativo actual, pelo que a situação-problema identificada pelo grupo nos parece bastante adequada. O enfoque nos professores parece-nos, também, assaz propositado, pois será importante que reflictam acerca do seu novo papel num paradigma de aprendizagem centrado no aluno e em que o conceito de transmissão deverá ser substituído pelo de “wayfinding”. Durante a nossa reflexão levantou-se a seguinte questão: Estarão os professores conscientes do novo contexto em que devem promover o pensamento crítico? Acreditamos que essa consciencialização se assume como basilar para o sucesso deste importante projecto.

A proposta de intervenção apresentada, ainda em fase de desenvolvimento, é ambiciosa e a sua originalidade reside na forma de integração das três dimensões (ensino, aprendizagem e tecnologia), o que, a nosso ver é uma mais-valia, pois segundo autores como Kim e So (2009) os professores têm dificuldade em entender a ligação complexa entre tecnologia, pedagogia e conteúdo. Parece-nos que esta abordagem poderá contribuir para colmatar esta lacuna, levando a uma utilização eficaz das tecnologias ao serviço da promoção do pensamento crítico e não, como frequentemente acontece, como castradoras do seu desenvolvimento. Embora nos pareça exequível, o sucesso e a sustentabilidade deste projecto dependerão da adesão dos professores. Para podermos aprofundar este aspecto necessitaríamos de informação adicional, nomeadamente sobre a forma de motivação dos docentes para a sua participação e envolvimento no projecto.

No decorrer na leitura deparámo-nos com algumas afirmações que, na nossa opinião, carecem de clarificação, designadamente:

• “Ter acesso à informação e ao conhecimento não é suficiente para se ser um estudante de sucesso nem, no futuro” - o conhecimento não nos parece algo a que se aceda, ao contrário da informação.

• “cabe à escola o papel de ensinar a pensar bem e a aprender bem” – o conceito de “bem” não nos parece o mais adequado.

• “e a focalizar a aprendizagem em exames que destroem a capacidade de abordar o pensamento crítico na sala de aula” - acreditamos que tal dependerá da forma como o exame é elaborado e não do exame em si.

• “abusam da moda das palestras em vez dos fóruns” - não será também a “moda dos fóruns?”. Queremos com isto dizer que mais relevante que a ferramenta utilizada é a pedagogia que lhe está subjacente.


Ao nível formal, sugerimos algumas alterações pontuais ao nível da pontuação, nomeadamente a utilização de vírgulas. Detectámos também algumas gralhas, que apresentamos de seguida:

• Os aspectos do PC considerados neste estudo, podem ser subcategorizados (uso indevido da vírgula)

• A segunda razão vai de encontro às competências intelectuais que o pensamento (confusão com vai ao encontro de)

• que a maioria dos docentes universitários têm uma noção vaga do pensamento crítico (concordância sujeito verbo – a maioria… tem)

• - O que os professores precisam saber sobre PC para suportar as suas práticas docentes? (português do Brasil)

• Como a utilização das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem pode contribuir para o desenvolvimento do PC? (português do Brasil)

• blogg de CATs (Classroom Assessment Techniques) – blog

Como corolário da nossa análise, consideramos que, apesar de algumas secções não apresentarem ainda informação, se trata de um trabalho muito interessante, pertinente e actual. O conceito-chave de todo o projecto (pensamento crítico) encontra-se devidamente fundamentado. Embora na proposta apresentada seja visível a interligação das três dimensões, talvez uma abordagem prévia, no plano teórico, se revelasse enriquecedora. Aguardamos expectantes pela versão final e, claro, aproveitamos para desejar um bom trabalho.