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definição
"No-one knows everything, everyone knows something, all knowledge resides in humanity." (Levy, 1997)
O desenvolvimento tecnológico e, mais especificamente, o surgimento da Internet transformaram a comunicação e o fluxo de informação (globalização). A rede de informação existente actualmente resulta da transformação do utilizador. Efectivamente, a participação dos utilizadores, as relações estabelecidas entre estes, a partilha e a troca de informação e saber, constituem um espaço comum de conhecimento que se pode designar de Inteligência Colectiva (IC).
Jenkins (2008) identifica o conceito de interacção como sendo um dos principais factores impulsionadores do surgimento de uma inteligência colectiva exactamente por essa característica específica de participação na formação de conhecimento.
Para Jenkins a IC não depende meramente da posse de conhecimento mas antes do "processo social da sua aquisição – que é dinâmico e participativo –, continuamente testando e reafirmando os laços sociais do grupo.” (Jenkins, 2008, p. 89). A IC resulta, assim, de uma nova relação do utilizador com os outros utilizadores, com a informação e o conhecimento partilhados, e culmina na alteração da relação entre o conhecimento e o poder. Ou seja, aparentemente, a IC reveste a informação de uma capa de democratização, de uma acessibilidade independente do grau de conhecimento do utilizador.
Lévy (1997) considera que a inteligência colectiva distribuí-se globalmente e que resulta na valorização de competências. O autor sublinha também que a expansão do ciberespaço não é proporcional ao desenvolvimento da Inteligência Colectiva (Lévy, 1997).
veja também
referências bibliográficas
Jenkins, H. (2008). Cultura da Convergência.
Lévy, P. (1997). Collective Intelligence: Mankind's Emerging World in Cyberspace: Perseus Books.