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Musubi

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Tabela de conteúdo

Musubi

Ficheiro:Musubi_logo.png


Descrição

O Musubi apresenta-se como uma forma diferente de ver as redes sociais, onde não existe um proprietário de todos os dados partilhados através da rede, aquilo a que os seus criadores chamam de Egocentric Social Platform (ESP). Esta rede social foi criada especificamente para telemóvel, permite partilhar texto, fotos e aventurar-se em diferentes jogos.
A aplicação apresenta-se como uma plataforma em continuo desenvolvimento apta a albergar outras aplicações.

Criadores

Esta aplicação foi desenvolvida pelo Standford Mobile and Social Computing Research Group, um grupo de investigação da Universidade de Stanford que trabalha em estreita colaboração com diversas empresas como AVG, Google, ING Direct, Nokia e a Sony Mobile Communications. O investigação desenvolvida por este grupo é também apoiada pela NSF (National Science Foundation), Deutsche Telekom, Google, Amazon e a Samsung. [1]

Conceito

Na maioria das redes sociais disponíveis para interagirem os utilizadores têm que pertencer a uma mesma rede, com um mesmo proprietário que controla os dados pessoais de todos os utilizadores, assim como a aplicação base da plataforma. Os criadores do Musubi apresentam-no como a próxima geração de arquitectura de rede social desenhada para telemóveis, onde não existe um proprietário de todos os dados partilhados na rede. A infraestrutura da rede social consiste num conjunto base de serviços de mensagens encriptadas. Os dados são desencriptados nos computadores dos utilizadores e podem ser armazenados, como backup, em computadores ou cloud services[2] à escolha do utilizador.

Fundamento Teórico

Com redes socias como o Facebook a atingirem mil milhões de utilizadores, surgem inivitavelmente questões relacionadas com privacidade e protecção de dados.

Contexto

Especialmente nos EUA, esta tem sido uma questão muito debatida, nomeadamente o facto da grande maioria das redes sociais online que usamos hoje me dia não actuarem de acordo com normal de protecção de privacidade como a COPPA [3] (Children's Online Privacy Protection Act) [4] [5] Um grande percentagem de empresas usa redes sociais como Facebook e Twitter para divulgação mas também como metódo de interacção entre os funcionários. Para além da questão da protecção de dados e de privacidade, surgem questões ligadas a monopólio, nomeadamente no desenvolvimento e disponibilização de outras aplicações que usem plataformas de redes sociais como o Facebook como base. A Zynga, empresa criadora do popular Farmville, dá cerca de 30% dos seus lucros ao Facebook. [6] Mesmo as pessoas menos preocupadas com estas questão de protecção de dados têm a necessidade de proteger a sua imagem, que é definida não só pelo que colocam online, mas também por quem se relacionam na rede e o que essas pessoas colocam online. O musubi surge como plataforma alternativa que assegura a protecção dos dados dos utilizadores e a sua privacidade.

Requisitos do desenvolvimento e especificações do sistema

Como criar uma plataforma para redes sociais que assegure a protecção de dados e a privacidade dos utilizadores? O musubi tenta ser uma rede social descentralizada, sem que os dados dos utilizadores fiquem nos servidores da aplicação.

O uso de smartphones torna possível a criação de redes sem intermediários. E estas redes são atractivas não só para partilha de dados confidenciais, como para que se possa partilhar informações que não queremos manter restritos a um determinado grupo.


Contactos & Chaves Públicas

Chaves Públicas
O musubi funciona com base na lista de contactos, trocando chaves públicas e sem necessidade de fazer login e em que apenas os utilizadores sabem quem são os seus amigos/contactos.
Uma vez que o musubi foi criado para telemóvel parte do princípio que este é uma extensão do utilizador e que um telemóvel é para um utilizador, eliminando-se assim a necessidade de login. Quando se instala a aplicação uma chave é atribuída a esse equipamento e essa irá ser o contacto do utilizador. O utilizador pode usar identidades pré-existentes (por exemplo Facebook ou Google), é atribuída uma chave a essa identidade e esta pode ser guarda na web. Para isso o musubi usa o Identity-Based Router. Uma chave é atribuída a prova ser o possuidor de uma determinada identidade, e serve de intermediário no envio de mensagens encriptadas entre utilizadores. A este método os criadores do musubi chamam de ESP: Egocentric Social Platform. Também é possível não utilizar identidades pré-existentes, e o aparelho gerar o seu próprio par de chaves pública e privada e a chave pode ser partilhada via email ou por NFC. Através de NFC (Near Field Communication)[7] dois utilizadores podem partilhar chaves através do contacto físico dos seus telemóveis. No caso de telefones sem NFC, é possível usar QR codes para embeber as chaves.
No musubi define-se amigo como a pessoa com quem se trocou chave pública e cuja chave está na lista de contactos.


Grupos e Contactos
Quando um novo membro é adicionado ao grupo as chaves públicas são automaticamente partilhadas entre os integrantes do grupo. Uma vez que não há um servidor central, a lista de membros e respectivos contactos é guardada no telemóvel de cada um. Por sua vez cada grupo tem uma chave pública e uma privada para manter a segurança do sistema.


Convites por canais externos
Um utilizador do musubi pode adicionar amigos por outros meios: um convite pode ser codificado sob a forma de link HTTP, em que o link tem codificadas as chaves pública e privada de quem enviou o convite. O domínio do link é da página do musubi, de modo que permite o acesso directo à aplicação. O convite em forma de link pode ser distribuido através de NFC, email, um website, GPS.

Trusted Group Communication Protocol

Com o objectivo de criar um sistema de comunicação sem intermediários, o musubi utiliza envio de mensagens encriptadas (P2P) para endereços que são chaves públicas. Para isso os criadores do musubi propõem o Trusted Group Communication Protocol. O protocolo encripta as mensagens baseado em identidade e não em IP, usando a chave pública do receptor como método de identificação. Atendendo ao facto de que os equipamentos móveis não estão sempre ligados, o protocolo inclui um metódo de armazenamento e envio de mensagens, quase como um email, usando servidores de encaminhamento. Uma vez que as mensagens estão encriptadas, os routers não podem ver o conteúdo, nem sequer as chaves dos utilizadores. O router armazena uma mensagem encriptada com a chave e a identidade do utilizador, mascarando a identidade do utilizador de quaisquer intermediários, assegurando que apenas o receptor irá fazer download e desencriptar a mensagem.

Funcionalidades

Funcionalidades Gerais do Musubi


A quick tutorial on how to use Musubi


Adicionar novos amigos: não é preciso escrever números de telefone ou emails, quando se conhece alguém que se quer adicionar ao musubi basta que os telefones a conectar toquem um no outro e isso basta para que se crie um amigo e se possa trocar mensagens.

Controlar o Acesso: os contactos podem ser organizados em diferentes grupos, família, amigos, colegas de trabalho e cada grupo só terá acesso aos conteúdos trocados dentro do respectivo grupo.

Partilhar com o Grupo: pode-se partilhar uma lista de coisas a fazer, com a aplicação TodoBento, ou partilhar fotografias, links, mensagens de voz, coordenadas de GPS e ainda interagir com a televisão e mostrar as actividades do grupo na televisão em directo.


Musubi around the office


Aplicações não-musubi: o musubi pode estar ligado diversas aplicações como por exmplo o PicSay, um editor de fotografias. No musubi basta clicar numa foto partilhada por alguém, escolher editar e a foto será aberta no PicSay onde o utilizador a pode editar à sua vontade e o final ao clicar no back-button volta ao musubi onde a foto alterada é publicada automaticamente. Pode estar ligado também a uma aplicação para fazer desenhos ou esquemas, o DJ'ing, e partilha-los com o grupo.

Aplicações multi-utilizador: O utilizador X convida Y, através do musubi, para jogarem um jogo. Y não conhece o jogo e clica no jogo e automaticamente vai para a página onde pode fazer download da aplicação. Os jogos criados para serem usados com o musubi são grátis e não têm publicidade, são open source e não precisam de servidores. O utilizador pode descobrir, instalar e partilhar aplicações facilmente. As aplicações existentes para musubi são leves e multi-utilizador. [8]


Aplicações colaborativas construídas para Musubi

Partilha Interactiva
TadPoll - permite aos membros conduzir pequenos inquéritos; O utilizador corre o TadPoll no feed e introduz uma questão que quer ver respondida pelos restantes colegas TodoBento - ajuda um grupo a manter-se a par da lista de actividades comuns a realizar; podem adicionar itens á lista e assinalar a tarefa como realizada. Calendário Colaborativo

Turn-Based Apps
Muitos "casual games" jogos simples são turn-based apps, por turnos. Aplicações desenvolvidas para musubi como peer-to-peer (P2P) não têm necessidade de ser adaptáveis a grande escala. Tic-Tac-Toe foi implementado usando o SocialKit e é uma turn-Based App. O Tic-Tac-Toe é um jogo lançado a partir do feed com o musubi a permitir ao utilizador seleccionar um oponente. Outros jogos usam esta lógica de funcionamento, como por exemplo o weHold'em e o WordPlay. O weHold'em é um jogo de poker para múltiplos jogadores, entre 2 e 8. Cada jogador entra em jogo com uma determinada quantia de dinheiro, o jogo é por rondas até que o jogador deixe de ter dinheiro. O WordPlay é uma variante do Scrabble para até 4 jogadores. Tanto o WordPlay como o weHold'em publicam informação nos feeds do grupo.

Colaboração em Tempo Real
weTube é uma aplicação de playlist colaborativeligada ao feed do musubi. Na aplicação os utilizadores podem escolher media da internet para dicionar à paylist, incluindo videos do YouTube um links para músicas. Os links podem ser votados a favor ou contra e serão listados de acordo com a sua popularidade no grupo. wePaint é uma aplicação para desenho em grupo. Os membros do grupo podem desenhar e em tempo real partilhar os desenhos no musubi.

Tornar aplicações já existentes social
Jinzora é uma aplicação desenvolvida de modo completamente independente que permite pesquisar música e ouvi-la. Esta aplicação integra-se com o musubi, permitindo partilhar no musubi a música que se está a ouvir Um amigo pode clicar no link e ouvir essa música. O Jinzora pode também estar em modo feed, em que uma sessão é partilhada entre aparelhos/utilizadores. Quando o Jinzora é lançado neste modo, o utilizador pode escolher "jukebox" ou modo remoto. Quando está em modo jukebox, o Jinzora usa as mensagens para fazer update da playlist. No modo remoto partilha a música através do musubi.

Fundamento Experimental

User Experience

O musubi foi usado por 150 estudantes de uma escola de New Jersey. Os professores responderam muito positivamente à possibilidade de partilhar com os estudantes um espaço privado de desenho colaborativo. A aplicação foi também testada por 2 grupos de 15 estudantes cada, com idades entre os 10 e os 12 anos numa escola de Montessori. O musubi tornou-se extremamente popular entre as crianças. Estas não mostraram problemas em adaptar-se ao sistema e usavam sobretudo as funcionalidades ligadas a tirar, editar e partilhar fotografias (nomeadamente com o PicSay). [9]

Imagens

Imagens sobre o funcionamento da aplicação


Iconografia utilizada


Requisitos

Requisitos tecnológicos para os utilizadores

Disponível para iOS
Versão: 1.0.4
Tamanho: 8.4 MB
Compatível com iPhone, iPod touch, e iPad
Requer iOS 5.0 ou superior

Disponível para Android
Versão: 0.7.0
Requer o Android: 2.2 e superior

Análise SWOT (Strengths,Weaknesses, Opportunities, Threats)

Forças
. redes social mais seguras e com maior privacidade
. disponibiliza uma forma mais fácil e barata de criar aplicações deste tipo e coloca-las no mercado
. disponibiliza ferramentas para atrair a criação e divulgação viral de aplicações
. desenvolvido de raiz para telemóvel
. funciona sem estar ligado à internet

Fraquezas
. para o utilizador as funcionalidades do musubi ficam abaixo das expectativas
. não tem funcionalidades muito inovadoras
. uso de chaves públicas ainda não está muito disseminado e pode complicar o processo de adicionar amigos
. o TGCP não permite (por enquanto) trocar quandidades muito grandes de dados - até 1 Mb
. ainda em desenvolvimento

Oportunidades
. polémicas sobre questões de privacidade e protecção e dados
. regras cada vez mais apertadas em relação a protecção de dados dos utilizadores

Ameaças
. redes sociais já estabelecidas e com milhões de utilizadores
. pessoas são resitentes à mudança
. a grande maioria das pessoas não está preocupada com questões de privacidade

Potencial uso em ambiente educacional

- questões de privacidade em ambiente educacional, sobretudo quando usado por menores
- desenvolver aplicações para musubi pode ser um trabalho interessante para alunos (como nós) desenvolverem as suas aplicações, havendo maior facilidade em ver as aplicações disponíveis para o público
- Partilhar informações com grupos e ter grupos diferentes - pode facilitar a comunicação entre diferentes grupos de trabalho
- A funcionalidade de editar fotos e a de desenhar, pode ser útil para fazer esquemas sobre os trabalhos, apontar em esquemas já existentes sugestões de alterações.
- A capacidade de partilhar diferentes media, trilhas sonoras, vídeos de diferentes origens, pode ser muito interessante para partilhar recursos sobre um determinado tema, em que os vários elementos do grupo podem contribuir com o fruto das suas pesquisas.
- O Jinzora pode ser usado para partilhar gravações de aulas, podcasts diversos
- Podem ser desenvolvidos jogos multi-utilizador, usando esta lógica de integração na plataforma, com conteúdos pedagógicos

Veja também

(Links para artigos e tópicos relacionados dentro da Wiki do Sapo Campus.)

Links externos

Standford Mobile and Social Computing Research Group - http://mobisocial.stanford.edu/

Apresentação "Musubi: A Decentralized Mobile Social Web" - http://videolectures.net/eswc2012_lam_musubi/

MobiSocial: Código fonte do Musubi - https://github.com/Mobisocial/dungbeetle

Notas e Referências

  1. Stanford MobiSocial Computing Laboratory website: http://mobisocial.stanford.edu/index.php?page=affiliates
  2. Wikipedia: Cloud Services - http://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_service#Cloud_storage
  3. COPPA: Children's Online Privacy Protection Act - http://www.coppa.org/coppa.htm
  4. D. Boyd, E. Hargittai, S. J., and J. Palfrey. Why parents help their children lie to Facebook about age: Unintended consequences of the Children's Online Privacy Protection Act", 2011. http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/3850/3075.
  5. Diário Digital (20-09-2012) - http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=592742
  6. Forbes (02-01-2012) - http://www.forbes.com/sites/tomiogeron/2012/02/01/zynga-makes-up-12-of-facebooks-2011-revenue/
  7. Wikipedia: NFC - Near Field Communication: http://en.wikipedia.org/wiki/Near_field_communication
  8. Dodson, B., Vo, I., Purtell, T.J., Cannon, A., Lam, M.S. Musubi: Disintermediated interactive social feeds for mobile devices (2012) WWW'12 - Proceedings of the 21st Annual Conference on World Wide Web, pp. 211-220. http://www.scopus.com/inward/record.url?eid=2-s2.0-84860852833&partnerID=40&md5=13b67019bfba324c0e6ab19dd19f6872
  9. Dodson, B., Vo, I., Purtell, T.J., Cannon, A., Lam, M.S. Musubi: Disintermediated interactive social feeds for mobile devices (2012) WWW'12 - Proceedings of the 21st Annual Conference on World Wide Web, pp. 211-220. http://www.scopus.com/inward/record.url?eid=2-s2.0-84860852833&partnerID=40md5=13b67019bfba324c0e6ab19dd19f6872

Bibliogafia

Dodson, B., Vo, I., Purtell, T.J., Cannon, A., Lam, M.S., Musubi: Disintermediated interactive social feeds for mobile devices, (2012) WWW'12 - Proceedings of the 21st Annual Conference on World Wide Web, pp. 211-220.
http://www.scopus.com/inward/record.url?eid=2-s2.0-84860852833&partnerID=40&md5=13b67019bfba324c0e6ab19dd19f6872

T. J. Purtell, Ian Vo, and Monica S. Lam, A Mobile Social Network on ESP: an Egocentric Social Platform, (Feb 2012)
http://mobisocial.stanford.edu/papers/pets12.pdf (último acesso: 03-10-2012)

Marko, K., IT Pro Impact: Musubi Brings Openness to Mobile Social Networking, (Jun 2012) Magazine InformationWeek
http://reports.informationweek.com/abstract/10/8776/social-networking-and-collaboration/it-pro-impact-musubi-brings-openness-to-mobile-social-networking.html (último acesso: 03-10-2012)

Lam, M, Musubi Tackles Privacy, (Jul 2012 ) ORGzine
http://zine.openrightsgroup.org/features/2012/musubi-tackles-privacy (último acesso: 03-10-2012)

Seok-Won Seong, Jiwon Seo, Matthew Nasielski, Debangsu Sengupta, Sudheendra Hangal, Seng Keat Teh, Ruven Chu, Ben Dodson, and Monica S. Lam, PrPl: a Decentralized Social Networking Infrastructure, (2010) In Proceedings of the 1st International Workshop on Mobile Cloud Computing & Services: Social Networks and Beyond
http://mobisocial.stanford.edu/papers/mcs10.pdf (último acesso: 03-10-2012)

Ben Dodson, Hristo Bojinov, Monica S. Lam, Touch and Run with Near Field Communication (NFC), (Oct 2010)
http://mobisocial.stanford.edu/papers/nfc.pdf (último acesso: 03-10-2012)