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Reason!Able

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O Projecto Reason!Able

Querendo ajudar os alunos a praticarem o seu pensamento crítico, mas conscientes da limitação dos professores para fazerem um trabalho acompanhado de motivar, guiar, comentar o percurso dos alunos, devido ao elevado número de alunos para cada professor, a Universidade de Melbourne, na Austrália, optou por desenvolver, no final da década de 90, o software stand-alone Reason!Able, aplicação que guia e orienta os alunos no complexo processo de analisar e avaliar situações de diversos tópicos.

O software apresenta situações genéricas e permite aos utilizadores construir um mapa de argumentos sobre a situação apresentada. Não há ideias pré-definidas e é o utilizador que tem de adicionar os seus próprios argumentos. Ao desenvolver uma linha de pensamento os alunos apenas podem inserir argumentos verdadeiros no sistema, e têm de chegar sempre a uma conclusão, bem como definir uma estrutura hierárquica de objectivos e razões, compreendendo assim a estrutura do pensamento (scaffold).

Apesar do sistema em si não proporcionar nenhum tipo de feedback inteligente, permite que professores e alunos discutam mais facilmente, baseando o seu pensamento em contextos que são proporcionados pelo sistema. Os alunos podem também comprar as suas ideias com sugestões fornecidas. Há ajudas ao raciocínio que são dadas pelo sistema, para ajudar a criar hipóteses, tendo sido escolhida uma personagem (filósofo Sócrates) que vai lançando algumas pistas que ajudem os utilizadores a criar a sua linha de pensamento e raciocínio.

No que toca a resultados do projecto, avaliados em 2000 e 2001, o sistema mostrou motivar os alunos, pelo aspecto interactivo e visual, mais atractivo do que normais os textos corridos. Gender (2001) refere que a complexidade gradual e o feedback são dimensões que o sistema não suporta, sendo necessária a intervenção do professor. Os resultados deste projecto foram avaliados utilizando os testes California Critical Thinking Skills Test no início e um teste final do curso. No período de 2000 e 2001 os testes realizados mostraram melhorias muito significativas nos alunos que frequentaram o curso, embora concluam que os resultados não derivam apenas da utilização do software, mas também da participação, da competência e motivação do professor, natureza das actividades, entre outros.


Baseado em:

van Gelder, Tim (2001). How to Improve Critical Thinking using Educational Technology. Department of Philosophy. University of Melbourne, Australia. [ http://www.ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/vangeldert.pdf, consultado em 21 de Fevereiro]