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Tabela de conteúdo

Formação e e-learning

Formação Profissional

Do ponto de vista da abordagem sistémica da formação profissional, define-se aprendizagem como sendo a “aquisição de novos comportamentos ou a mudança de comportamentos pré-existentes”. Esta mudança pode acontecer na dimensão:
  • Cognitiva (Saber intelectual);
  • Sócio-Afectiva (Saber ser);
  • Operacional (Saber fazer).

Formação a Distância

Definição
Segundo Inofor (2002)(1) a Formação a Distância é uma acção educativa e/ou formativa onde a aprendizagem é realizada mediante a separação temporal, local ou ambas entre as pessoas que aprendem e as pessoas que ensinam. [®]
Componentes Estratégicos
  • Os Contextos e metodologias de aprendizagem, quer para cursos de formação orientados à auto-aprendizagem, quer para cursos de formação orientados à aprendizagem colaborativa;
  • As Pessoas (formandos, formador), com competências científicas, pedagógicas, facilitadoras e tecnológicas para aprender e ensinar em contexto de eLearning;
  • Os Conteúdos, com qualidade científica e preparados para auto-aprendizagem, em vários formatos;
  • A Tecnologia ao serviço da formação e da aprendizagem, desenhada e orientada a vários tipos de contextos, parametrizada para suportar eficientemente os requisitos do serviços e suportada por vários tipos de sistemas de gestão da aprendizagem (LMS) e de gestão de conteúdos (LCMS);
  • A Interacção e a Comunicação, adequadas à população, ao contexto e aos objectivos da aprendizagem, em contexto de comunidade distribuída e de auto-aprendizagem;
  • Os Sistemas de Avaliação, rigorosos e transparentes de modo a avaliar os alunos pedagogicamente, as acções de formação, a sua envolvente, os sistemas de gestão e de comunicação.

Ensino a Distância

Encontrar uma definição universal para ensino a distância pode ser uma tarefa complexa. Apesar de todas as definições serem mais ou menos consensuais e semelhantes em termos de conteúdo, apresentam algumas diferenças.
Na perspectiva de Aretio (1994) o Ensino a Distância (EaD) é um sistema tecnológico de comunicação bidireccional, que pode ser em grande escala e que substitui a comunicação e a interacção pessoal, na sala de aula, entre professor e aluno, através da acção sistemática e conjunta de diversos recursos tecnológicos e didácticos combinados com o apoio de uma organização e supervisão que propiciam a aprendizagem independente e flexível do aluno.
O termo “Ensino a Distância” abrange várias formas de estudo a qualquer nível e que não estão sobre a contínua e imediata supervisão do responsável presente na sala de aula ou no mesmo edifício, mas que apesar disso, beneficiam de suporte, aconselhamento e tutoria por parte da instituição formadora (Holmberg,1977, cit. por Keegan, 1996).
O ensino a distância constitui um modo de ensino apoiada numa tecnologia em que o aluno não necessita de estar fisicamente presente. A comunicação e interacção entre professor e alunos é suportada por meios de comunicação e tecnologias, não exigindo a habitual presença física simultânea de ambos no mesmo espaço. Da mesma forma, o contacto entre o aluno e a instituição de ensino ou de formação é efectuado de forma remota. Há uma implicação na forma de gerir o processo educativo (Keegan, 1996).
Para Preti (1996), o ensino a distância deve ser compreendido como uma forma de praticar educação, de se democratizar o conhecimento, isto é, o conhecimento deve estar disponível para quem se interessar e se dispuser a conhecê-lo, independente do lugar, do tempo e das rígidas estruturas formais de ensino.
Segundo Santos (2000) O Ensino a Distância (EaD) é uma acção educativa (arte) onde a aprendizagem é realizada mediante a separação temporal, local (ou ambas) entre as pessoas que aprendem e as pessoas que ensinam.
Preti (1996) comenta a definição de EaD de Garcia Aretio (1994), destacando os seguintes elementos:
  • Distância física professor-aluno - a presença física do professor não é necessária para que se dê a aprendizagem. Ela ocorre através de outro processo, "virtualmente";
  • Estudo individualizado - é reconhecida a capacidade do estudante de construir o seu percurso, o seu conhecimento, de se tornar autodidacta, actor ou autor das suas práticas e reflexões;
  • Processo de ensino-aprendizagem mediatizado: são utilizados suportes e um sistema estruturado, que viabiliza e incentiva a autonomia dos estudantes nos processos de aprendizagem;
  • Uso de tecnologias - são utilizados recursos técnicos de comunicação (correio, rádio, televisão, audiocassete, videoconferência, vídeo, internet, etc.), que permitem romper com as barreiras geográficas e combater dificuldades de acesso à educação por parte dos alunos que estudam individualmente, mas não isolados e sozinhos. São oferecidas enumeras possibilidades de armazenamento, divulgação e acesso de dados;
  • Comunicação bidireccional - o estudante não é um mero receptor de mensagens e informações. Apesar da distância, estabelecem-se relações de dialogo, criativas, críticas e participativas.
Holmberg (1981), afirmava que a característica principal do ensino à distância, era a comunicação indirecta. Contudo, como o desenvolvimento das novas tecnologias, o ensino à distância também se pode basear na comunicação directa.
Desmon Keegan (1996), estabeleceu como principais características do ensino à distância:
  • uma quase permanente separação entre o professor e o aluno durante o processo de aprendizagem;
  • a quase permanente ausência do ambiente de grupo, ao longo do processo de aprendizagem, com a possibilidade de encontros ocasionais presenciais ou virtuais;
  • a influência de uma organização educacional com as respectivas preocupações de planeamento, preparação e divulgação das matérias e dos suportes pedagógicos;
  • a utilização das TIC, de forma a estabelecer a ligação pedagógica entre o aluno e o professor e suportar os conteúdos do curso;
  • o estabelecimento de uma comunicação e diálogo bidireccionais (on-line ou em diferido);
Segundo Carmo (1999) apud Santos (2000), existem 5 componentes estratégicos adequados a cada modelo de educação a distância:
  • os materiais e conteúdos com qualidade científica e adequados à auto-aprendizagem;
  • os professores e formadores;
  • os sistemas de interacção adequados à população e aos objectivos de aprendizagem;
  • as tecnologias;
  • os sistemas de avaliação.


Gerações
Com base nos trabalhos de Bates, Garrison, Kaye e Nipper, Maria Gomes (2003) considera que o Ensino a Distância, devido ao desenvolvimento das tecnologias, passou por quatro fases distintas: [®]
  • A primeira geração tecnológica tem a ver com o surgimento do Ensino a Distância. Esta caracteriza-se essencialmente pelo facto de se recorrer quase exclusivamente ao texto para a apresentação dos conteúdos didácticos e à correspondência postal que era feita essencialmente pelo professor ou pela instituição de ensino. Aqui, a interacção entre os alunos e entre alunos/professores era quase nula, uma vez que o tempo de resposta era muito demorado. Esta primeira fase designa o Ensino à Distância como “Ensino por Correspondência.”
  • A segunda geração caracteriza-se pelo recurso a vários e diferentes medias tais como o texto, o som, a imagem estática e vídeo para a apresentação dos conteúdos educacionais. Aqui, as aulas eram transmitidas pela rádio e pela televisão [caso português da telescola). A comunicação entre o professor e o aluno faz-se essencialmente através do telefone e é mais frequente do que na primeira geração. Este tipo de Ensino à Distância designa-se por “Tele-educação”.
  • A terceira geração tecnológica baseava-se essencialmente no uso de recursos multimédia e interactivos, ou seja, recorre-se a vários media, mas em suporte digital, como por exemplo, os CD-ROMs. Neste caso, a comunicação entre o professor e o aluno e aluno/aluno faz-se de uma forma mais rápida devido ao uso do e-mail e dos fóruns de discussão. Esta terceira fase designa-se por “Geração Multimédia”.
  • Por fim, surgiu a quarta geração tecnológica que está associada, por exemplo, ao e-learning. Esta deve-se essencialmente ao facto dos conteúdos didácticos serem representados através do uso de redes de computadores. Aqui, os conteúdos multimédia já não são estáticos, tal como acontecia na geração anterior, podendo estes ser alterados e/ou reconstruídos em ambientes colaborativos. A comunicação entre os alunos e os professores é intensa, surgindo o conceito de aprendizagem colaborativa. O facto dos professores e alunos poderem comunicar intensamente e frequentemente é uma característica relevante nesta geração.
Características principais das gerações de inovação tecnológica no ensino a distância segundo Gomes (2003): [®]
1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração 4ª Geração
Ensino por correspondência Tele-Ensino Multimédia “Aprendizagem em rede”
Cronologia 1833 1970s... 1980s... 1994...
Representação de conteúdos Mono media Múltiplos media Multimédia interactivo Multimédia colaborativo
Representação de conteúdos Documentos impressos e recorrendo ao correio postal. Emissões em áudio e/ou vídeo recorrendo a emissões radiofónicas e televisivas. CD-ROMS e DVDs recorrendo ao correio postal. Páginas Web distribuídas em redes telemáticas. Ficheiros em rede para download e upload.
Comunicação professor/aluno Muito rara Pouco frequente Frequente Muito frequente
Modalidades de comunicação disponíveis Assíncrona com elevado tempo de retorno. Síncrona, fortemente desfasada no tempo e transitiva. Assíncrona, com pequeno desfasamento temporal e síncrona de carácter permanente. Assíncrona individual ou de grupo, com pequeno desfasamento temporal e síncrona individual ou de grupo e de carácter permanente.
Tecnologias (predominantes) de suporte à comunicação Correio postal Telefone Telefone e correio electrónico Correio electrónico e conferências por computador
Vantagens
Segundo Aretio (1994), a utilização do EaD possibilita algumas vantagens destacando-se a eliminação das barreiras de acesso aos cursos, o que permite uma diversificação e ampliação da oferta desses cursos. Pessoas sem condições de frequentar uma forma de ensino tradicional, podem assim ter acesso aos mais variados cursos. [®]
Segundo Santos (2000) as vantagens do ensino à distância são: [®]
  • Factor geográfico: não é necessário a deslocação até à instituição de ensino para reter as informações necessárias à aprendizagem, através do site consegue chegar à informação;
  • Factores tempo e custos: as deslocações necessárias até à instituição de ensino originavam uma perca de tempo e custos resultando também em cansaço;
  • Auto-aprendizagem: o aluno torna-se autónomo no seu método de ensino. Este estuda de livre vontade, sem que lhe imponham regras de estudo;
  • Aquisição de conhecimento: O aluno tem a possibilidade de rever a matéria sempre que surgirem dúvidas, esquecimento ou necessite de estudar, é uma aquisição contínua dos conhecimentos;
  • Utilização de recursos multimédia: a interacção necessária com as novas tecnologias vai desenvolver as suas capacidades e hábitos de trabalho;
  • Cursos mais cativantes: o conteúdo dos cursos pode ser apresentado de variadíssimas formas, por exemplo, através e um PowerPoint ou vídeo que torna a leitura e a compreensão muito mais fácil e contribui para a satisfação do aluno.
Desvantagens
Como limitações na utilização do ensino à distância, Aretio (1994) destaca a limitação no alcance do objectivo da socialização, devido às escassas ocasiões para iteração dos alunos e professores, e o empobrecimento da troca directa de experiências entre alunos e professores. [®]
Segundo Santos (2000) as desvantagens do ensino à distância são: [®]
  • Comunicação física: impede a relação humana entre o professor e o aluno dentro de um espaço;
  • Conhecimento tecnológico: exige que o aluno tenha alguns conhecimentos tecnológicos para poder usufruir deste método de ensino;
  • Hábitos: os alunos perdem o hábito dos horários escolares, o que pode provocar mais tarde dificuldades no cumprimento de horários no seu local de trabalho;
  • Custos: o facto do aluno aceder à internet acarreta custos, principalmente se for a partir de sua casa.

eLearning

Na óptica de Santos (2000), o eLearning é uma vertente da Formação a Distância onde a transmissão do conhecimento e o acompanhamento pedagógico é pode ser assegurado off-line ou on-line, através da Internet ou Intranet. Apresenta-se como uma metodologia de aprendizagem, inserida no vasto domínio da sociedade da informação e do conhecimento. O eLearning pode ser definido como um processo de aprendizagem e de distribuição de conteúdos formativos, em ambientes digitais. [®]
Segundo o norueguês Paulsen o e-Learning é definido como o tipo de aprendizagem interactiva, no qual o conteúdo de aprendizagem se encontra disponível on-line, estando assegurado o feed-back automático das actividades de aprendizagem do aluno. A comunicação on-line em tempo real poderá ou não estar incluída, contudo, a tónica do e-Learning centra-se mais no conteúdo da aprendizagem do que na comunicação entre alunos e professores/tutores (Inofor, 2002)(2). [®]
Quando a acção educativa e/ou formativa é efectuada via Internet ou Intranet, então estamos a falar de uma metodologia de aprendizagem, inserida no vasto domínio da sociedade da informação e do conhecimento, designa por e-Learning (Inofor, 2002)(1). [®]
Vantagens
O e-Learning apresenta uma serie de vantagens, que vem facilitar o sistema de ensino e de aprendizagem, do qual se salientam os seguintes pontos (Lima e Capitão, 2001): [®]
  • Aprender a qualquer hora e lugar;
  • Uma vez que os materiais se encontram disponíveis vinte e quatro horas, podendo ser acedidos a partir de qualquer locar, permitindo como tal que qualquer formando se integre numa determinada formação, sem os habituais transtornos;
  • Economia de Tempo;
  • Não se torna necessário efectuar deslocações para a formação, que tantos incómodos causam e se transformam em barreira à formação;
  • Aluno aprende ao seu próprio rimo;
  • O aluno torna-se autónomo, sendo responsável pela sua aprendizagem. Ela tem a possibilidade de escolher os conteúdos e marca o seu próprio ritmo;
  • Reutilização de conteúdos e experiências;
  • Os conteúdos do curso podem ser reutilizados noutros cursos de uma forma parcial ou total;
  • Informação sempre actualizada;
  • Como a informação se encontra disponível num servidor web, os conteúdos contêm referencias a :*fontes de informação, originando como tal que a informação possua e assegures actualidade.
Segundo Inofor (2002)(1) as vantagens são: [®]
  • Inovação em processos de formação/educação;
  • Redução e racionalização de recursos;
  • Resultados pedagógicos (avaliação) satisfatórios;
  • Disponibilidade e flexibilidade de ensino/aprendizagem;
  • Estimulo da auto-aprendizagem;
  • Experimentação das TIC;
  • Igualdade de oportunidades;
  • Eliminação da dispersão geográfica;
  • Acessibilidade a conteúdos mais apelativos;
  • Criação de comunidades colaborativas virtuais;
  • Aquisição contínua de novos conhecimentos (formação ao longo da vida);
Desvantagens
O e-Learning apresenta também uma serie de desvantagens, das quais se referem as seguintes (Lima e Capitão, 2001): [®]
  • Menor interacção aluno/professor;
  • A interacção do aluno/professor torna-se reduzida, uma vez que a comunicação é feita via Internet, originado como tal um afastamento físico e/ou temporal;
  • Motivação e ritmo;
  • Implica uma forte motivação e um ritmo próprio por parte do aluno, sendo denominada de aprendizagem solitária e pouco social;
  • Exige mais tempo na elaboração dos conteúdos e na formação;
  • O professor tem de dedicar mais tempo para a produção de conteúdos, sendo necessário a existência de especialistas em vários domínios de conhecimentos;
  • Velocidade e custos de acesso à Internet;
  • Este sistema obriga a utilização da Internet como uma ferramenta crucial para a comunicação, resultando da sua utilização custos. Outra das questões associadas é a largura de banda, que nem sempre suporta com eficiência a transmissão dos conteúdos.
Segundo Inofor (2002)(1) as desvantagens são: [®]
  • Resistência à mudança, às TIC e ao próprio processo FaD;
  • Elevados investimentos iniciais (conteúdos);
  • Ausência de estratégia formativa adequada;
  • Falta de formação e apoio aos tutores;
  • Má utilização das técnicas pedagógicas;
  • Falta de interactividade dos conteúdos;
  • Conteúdos mais generalista e de menor componente prática;
  • Contingência tecnológica - largura de banda e terminais;
  • Dificuldade em quantificar o retorno do investimento (ROI);
  • Ausência da relação humana alunos/professor;
  • Exige alguns conhecimentos tecnológicos;
  • Não elimina as habituais perturbações nos locais de trabalho;
  • Reduzida confiança neste tipo de estratégias educativas.
Resistências
  • Existem outras solicitações que entram em conflito com tal dedicação, desde o convívio com a própria família, e obrigações de ordem social, a fazeres como ler o jornal, ver televisão ou exercer um “hobby”.
  • A motivação poderá conferir alento para vencer fases de desalento, para aumentar o esforço quando a progressão se revela mais difícil ou para recomeçar de novo perante um resultado final negativo.
  • O isolamento tem de ser compensado por uma motivação forte que impeça a solução, por vezes mais fácil, de simplesmente desistir.
É necessário educar, experimentar, avaliar e promover iniciativas que demonstrem as reais potencialidades pedagógicas do eLearning e do bLearning.
Sucesso
Segundo Inofor (2002)(1) devem-se ter em conta algumas regras que proporcionam o sucesso na utilização do e-Learning: [®]
  • Preparação das organizações para a inovação de processos formativos (entender o e-Learning como um processo estratégico);
  • Aposta progressiva na experimentação do processo de Formação a Distância;
  • Aposta nos conteúdos e na normalização de conteúdos;
  • Aposta no Instructional Design;
  • Aposta em bases de dados de conteúdos de formação e de informação (LMS);
  • Aposta em portais de formação a distância personalizados;
  • Selecção dos ambientes tecnológicos adequados;
  • Preparação e formação dos intervenientes de gestão da formação;
  • Preparação e formação dos professores;
  • Medição do impacto e de indicadores globais (ROI);
  • Início do processo de certificação de cursos e de formandos;
  • Aposta na formação ao longo da vida.
Comunicação
No e-Learning, existem dois processos comunicacionais: síncrono e assíncrono.
Síncrono
Segundo Mesquita (2006), o e-Learning, num processo comunicacional síncrono, refere-se ao tipo de aprendizagem on-line onde se reproduz, virtualmente (através Web), o ambiente de sala de aula presencial, com um professor presente, turma limitada e com hora marcada. Este processo prevê o uso de recursos como chat, voz ou vídeo. Esta opção é a mais apropriada para a transmissão de conhecimentos que exigem interacção imediata e beneficiam de um maior comprometimento do aluno com o professor e da integração com a sua turma. Por norma a formação síncrona é recomendada para acções de médio custo. [®]
Assíncrono
Segundo Mesquita (2006), o e-Learning num processo comunicacional assíncrono, prevê um nível de interactividade entre alunos e professores não propriamente imediato, mas sim com algum intervalo de tempo, uma vez que o contacto é feito através de e-mail, grupos de discussão ou fóruns encontrando-se indicado para acções de formação com custos relativamente baixos.Este modelo é talvez o maus comum e associa-se ao conceito mais básico do e-Learning: o ensino é ministrado a distancia, de forma individual, independente de horário e da presença do professor e o número de alunos em simultâneo está ilimitado. [®]

bLearning

Definição
O bLearning pode ser considerado como uma estratégia pedagógica que combina situações de puro eLearning com momentos de formação presencial. Em termos mais clássicos, blended learning é um processo que mistura duas estratégias de formação num único projecto (formação a distância e formação presencial), utilizando o mixed mode (IEFP, 2007). [®]

Instructional design

De acordo com Filatro (2004), design instrucional é "a acção institucional e sistemática de ensino, que envolve o planeamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, actividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos”.
Ainda segundo Filatro (2004), o design instrucional é desenvolvido nas seguintes fases:
  • Análise: envolve a definição da filosofia de educação a distância dentro da instituição; o levantamento das necessidades de implantação de um curso ou programa; a caracterização da audiência/público alvo; a análise da infra-estrutura tecnológica da instituição e de mídias potenciais; o estabelecimento de objectivos para o curso.
  • Design: abrange a criação da equipa (coordenador ou gerente de projecto, designer instrucional, professor da disciplina, especialista em conteúdo, pedagogo, técnico em mídias, tutores);a definição da grade curricular; a selecção de estratégias pedagógicas e tecnológicas; a fixação de cronogramas.
  • Desenvolvimento: compreende a produção e adaptação de materiais impressos e digitais; a montagem de configuração de ambientes; a capacitação de professores e tutores; a definição de suporte técnico e pedagógico.
  • Implementação: constitui-se na situação didática propriamente dita, quando ocorre a aplicação da proposta de design instrucional.
  • Avaliação: inclui a consideração sobre a eficácia do curso e a eficiência do sistema; a revisão da caracterização da audiência e a análise das estratégias pedagógicas e tecnológicas implementadas.
Baseando-se nestas etapas, os objectos de aprendizagem podem ser produzidos com maior qualidade, atendendo as necessidades pedagógicas para uso em ambientes virtuais.