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Testing

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Tabela de conteúdo

o que é Testing?

Esta técnica de recolha de dados surge na literature tendencialmente relacionada com a investigação quantitativa (Lodico et al., 2006), uma vez que os objectivos deste tipo e investigação concentram-se principalmente com a 'testagem" de hipóteses e com a descrição e o estabelecer de correlações estatísticas e causais entre factos. É considerada uma técnica poderosa pois existem inúmeros testes validados, de domínio público, disponíveis que permitem a recolha de dados numéricos. Estes, frequentemente incluem instruções de aplicação e podem ser adaptados consoante as particularidades do estudo em questão. Para Lodico et al. (2006), o recurso a esta técnica pode incluir testes, escalas de observação, questionários, ou mesmo protocolos para entrevistas, cujas características apresentam pontos em comum, nomeadamente as medidas padronizadas.

Entendemos assim Testing como uma técnica de recolha de dados que recorre a instrumentos padronizados, i.e., utiliza um instrumento com as seguintes características:

• Inclui um conjunto fixo de perguntas ou estímulos.

• É dado num prazo fixo, em condições semelhantes, com um determinado conjunto de instruções e respostas identificadas.

• É criado para medir os resultados específicos e é submetido à pesquisa, desenvolvimento e revisão exaustivos.

• Desempenho do instrumento pode ser comparado a um referencial, como uma norma ou critério.

Esta técnica geralmente implica que os dados são estruturados. As questões são apresentadas numa determinada ordem e com instruções específicas que estabelecem o quadro para a medição. Os dados obtidos são os resultados obtidos através de um instrumento calibrado ou então derivam dos "dados em brutos" de acordo com as regras estabelecidas. Geralmente, as normas disponíveis indicam o significado das pontuações obtidas em termos de desempenho de uma população em geral e dos subgrupos da população. Em termos de análise isto pode ser problemático pois a interpretação dos dados leva a uma reflexão por parte do investigador no sentido de avaliar até que ponto as normas padronizados são adequadas ou não à amostra em questão. Na verdade, questões culturais podem "contaminar" esta técnica se o investigador não ponderar devidamente o contexto onde foi elaborado e validado (Jupp, 2006).

Embora exista um vasto leque de instrumentos padronizados (pelo que apurámos, Americanos), os processos associados ao seu desenvolvimento são semelhantes em todos os instrumentos. É importante salientar o tempo, a energia e a perícia associados à criação destes instrumentos, de forma a garantir a sua precisão e fiabilidade.

tipologias de testes

Em geral, estes instrumentos medem cinco grandes áreas: realização pessoal (achievement), aptidão (aptitude), personalidade (personality), atitude ou interesse (attitude or interest), e comportamentos (behavior)..

Testes de realização pessoal pretendem medir o que os alunos já aprenderam na escola. Estes tendem a medir o conhecimento de conteúdos, como factos, conceitos ou princípios e capacidades, como por exemplo, cálculo, resolução de problemas, ouvir e escrever. Muitas vezes são desenvolvidos as chamadas "baterias de testes". Uma bateria de testes refere-se a uma colecção de vários subtestes ou minitestes, cada um com o objectivo de medir uma capacidade específica, como a leitura por exemplo. O Iowa Test of Basic Skills (ITBS) inclui os subtestes de vocabulário, compreensão, cálculo matemático e solução de problemas, entre outros.

Ao contrário dos testes de realização pessoal, nos testes de aptidão o objectivo não é medir o que alguém sabe, mas prever o que alguém poderá fazer. Os testes de inteligência e testes cognitivos são exemplos de testes de aptidão. Em teste de aptidão, os alunos são convidados a demonstrar a sua capacidade de resolver problemas e aplicar conhecimentos e completar tarefas. Wechsler Scales e TerraNova são exemplos de testes de aptidão.

Os testes de personalidade diferem dos anteriores na medida em pretendem focar a auto-percepção ou características pessoais. Estes testes apresentam um conjunto de questões destinadas a medir características ou comportamentos. A personalidade é medida através de testes objectivos, como por exemplo, o Minnesota Multiphasic Personality Inventory ou o Myers-Briggs Type Indicator. Estes pedem às pessoas para responderem a um conjunto de declarações que reflectem os seus traços de personalidade. Este tipo de testes são relativamente simples de pontuar, em comparação com testes de personalidade projectivos.

Apesar de ser aconselhável recorrer a testes validados, e com provas dadas em investigação, existe por vezes a necessidade de elaborar testes mais específicos para medir ou avaliar outros parâmetros, de forma a contemplar a situação específica da investigação em curso. Os testes também podem ser utilizados para complementar outras medidas (seguindo o princípio fundamental da triangulação).


No contexto educativo, os testes são normalmente utilizados no sentido de avaliar os conhecimentos ou competências dos alunos, de uma maneira geral, ou para aferir a "eficácia" de um determinado método de aprendizagem.

vantagens e desvantagens de testing

No que se refere às vantagens e desvantagens desta técnica, podemos salientar como

Vantagens:

- O recurso a esta técnica permite a comparação entre medições ditas “comuns" de várias investigações ou populações;

- Existem disponíveis uma quantidade elevada de testes já validados e credíveis;

- Podem “medir” várias características de pessoas;

- Fortes propriedades psicométricas:

- Disponibilidade de dados sobre grupos de referência;

- Muitos testes podem ser administradas a grupos o que rentabiliza o tempo;

- A taxa de resposta é alta;

- Facilidade de análise de dados, devido à sua natureza quantitativa.


Desvantagens (limitações):

- A não resposta de alguns pontos por parte dos participantes;

- Pode tornar-se dispendioso se tiverem de ser comprado;

- Teste pode não ser apropriado para uma determinada população;

- Habitualmente esta técnica, dentro de um paradigma quantitativo, não comtempla preguntas de resposta aberta, limitando assim as respostas dos participantes.

sites de interesse

•ETS Test Collection: [1] The Educational Testing Service (ETS) É A maior organização privada de testes e medição no mundo. Este site inclui permite aceder a mais de 20.000 testes e instrumentos de avaliação para educadores, pais, alunos e investigadores.

•Buros/ERIC Test Publisher Directory: [2] Directório que pertence ao Educational Resources Information Center (ERIC). Inclui os contactos de mais de 900 editores de testes e informação sobre mais de 4,000 testes.

•Association of Test Publishers: [3] Organização com fins não lucrativos

•Educational and Industrial Testing Service (EDITS): [4] EDITS especializa-se no aconselhamento profissional e na avaliação de atitudes e personalidade em crianças e adultos.

•Psychological Assessment Resources, Inc. (PARI): [5] PARI editora de testes e software para a avaliação de capacidades, desenvolvimento e resultados de aprendizagem; capacidades cognitivas; comportamentos; problemas psicológicos e de personalidade.

bibliografia

Cohen, L.; Manion, L.; Morrison, K. (2007) Research methods in education. London: Routledge.

Gorard, S., with Taylor, C. (2004) Combining methods in educational and social research, London: Open University Press

Jupp, V. and R. Sapsford (2006) Data collection and analysis. London, SAGE.

Lodico et al. (2006). Methods in educational research : from theory to practice. San Francisco: Jossey-Bass



Ver Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados na Investigação em Educação