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Efeitos cognitivos da tecnologia

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De WikiCampus

Tabela de conteúdo

Designação da ação

Efeitos cognitivos e institucionais da integração da tecnologia no processo de ensino/aprendizagem

Descrição

A tecnologia, de uma forma geral, não é neutra no que diz respeito aos efeitos que produz nos seus utilizadores e nas tarefas que estes desempenham. Estes efeitos, deste modo, têm-se constituído como um objeto de estudo e investigação num conjunto alargado de dimensões de atividade humana. O objetivo principal do trabalho a desenvolver na unidade curricular de MAC é, precisamente, o de explorar os efeitos cognitivos da utilização da tecnologia. Este trabalho terá como materialização prática a conceptualização de uma ação de formação na modalidade de Oficina de Formação (50 h) que versa este domínio de conhecimento/investigação e que se encontra estruturada da seguinte forma:

Razões justificativas da ação (inclui o tópico ação de formação- efeitos cognitivos e institucionais da tecnologia)

O avanço tecnológico acelerado experimentado nos últimos anos tem tido uma influência “extrema” em todos os setores da sociedade, nomeadamente na educação. A importância de aprofundar os conhecimentos sobre as relações entre as tecnologias digitais e a aprendizagem, tendo-se como premissa fundamental que as tecnologias não suportam simplesmente a aprendizagem, mas sim transformam a forma como se aprende e mesmo o que se entende por aprender, acaba por ser crucial. Neste contexto torna-se insustentável a manutenção de práticas de ensino tradicionais que ignorem as tecnologias de informação e comunicação. Essa influência quer na sociedade quer na educação provocou nas próprias entidades responsáveis reformas legislativas que se adequem a esta realidade.

A Resolução do Conselho de Ministros nº 137/2007 de 18 de Setembro, aprovou o Plano Tecnológico de Educação e definiu alguns dos elementos relativos à sua execução. Esse plano estruturado em três eixos fundamentais: Tecnologia, Conteúdos e Formação com o objetivo de dar resposta aos fatores inibidores da utilização da Tecnologia em Portugal. A nível da Formação foram diagnosticadas as seguintes limitações:

- formação de docentes pouco centrada na utilização das TIC no ensino;

- ausência de certificação de competências TIC;

- insuficientes competências para garantir apoio técnico.

No Anexo I da Resolução do Conselho de Ministros nº 137/2007 considera-se ser importante reequacionar o atual modelo de formação de docentes, estabelecendo metas e mecanismos de certificação de competências, e desenhando programas de formação modulares, contínuos e progressivos. Acrescentando ser necessário continuar a melhorar os sistemas de formação de docentes para aumentar a sua eficácia e assegurar que a utilização das TIC não está confinada a disciplinas específicas e que passe a fazer parte do quotidiano da escola e do método de aprendizagem de todas as disciplinas.

Partindo deste contexto institucional (ao nível das disposições legais sobre formação, do Currículo, Escola e comunidade), e da percepção dos efeitos cognitivos da tecnologia nas situações de ensino e aprendizagem, em contexto formal, não formal e informal, identificam-se determinadas necessidades, tais como:

- promover o desenvolvimento de novas referências, conceções e práticas pedagógicas, considerando os efeitos cognitivos da tecnologia;

- aprofundar o conhecimento didático dos professores sobre os efeitos da tecnologia.

Assim sendo, justifica-se esta Oficina de Formação pelas seguintes razões:

- as competências para a inserção na sociedade do Século XXI;

- os compromissos assumidos por Portugal junto da União Europeia (2020), da Organização de Estados Ibero-Americanos (2021) e em relação a metas educativas e objetivos nacionais a atingir até 2015;

- os objetivos do Programa Doutoral em Multimédia em Educação da Universidade de Aveiro, nomeadamente: desenvolver conhecimentos interdisciplinares, no âmbito das sinergias criadas pelos estudos realizados na Instituição proponente, adequados à análise e intervenção em situações de educação e de formação em que os recursos multimédia sejam potenciados; estimular o desenvolvimento de competências de aprendizagem ao longo da vida; promover, em contexto académico e/ou profissional, o progresso tecnológico, social, cultural e educacional.

Face ao exposto e tendo por base o Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, pretende-se com esta ação atingir os seguintes objetivos:

- melhorar a qualidade do ensino e das aprendizagens, através da permanente actualização e aprofundamento de conhecimentos, nas vertentes teórica e prática;

- incentivar a autoformação, a prática da investigação e a inovação educacional;

- aperfeiçoar as competências profissionais dos docentes nos vários domínios da actividade educativa, quer a nível do estabelecimento de educação ou de ensino, quer a nível da sala de aula;

- organizar um quadro conceptual que fomente a reflexão e o debate sobre o uso e funções das tecnologias digitais na educação;

- contribuir para uma compreensão mais sustentada e aprofundada das experiências da comunidade educativa, em particular, do ponto de vista do professor, do aluno e da escola, no uso das tecnologias digitais.

- desenvolver os processos de mudança ao nível das escolas e dos territórios educativos em que estas se integrem susceptíveis de gerar dinâmicas formativas.

- contribuir para uma maior consciencialização das diferentes percepções dos alunos, professores e da “escola” face à utilização da TIC na realidade educativa.

- confrontar a realidade concreta em termos dos usos das TIC e as disponibilidades tecnológicas que podem não estar a ser potencializadas.

Destinatários da ação:

Professores e educadores de todos os níveis de ensino e de todas as áreas curriculares.

A organização em pequenos grupos obedecerá depois aos seguintes critérios:

    1.  Grupo disciplinar
    2.  Nível de ensino

Efeitos a produzir: mudança de práticas, procedimentos ou materiais didáticos

1. Consciencialização para a importância e efeitos cognitivos do uso da tecnologia em contexto educativo.

2. Desenvolvimento de um quadro conceptual no âmbito da tecnologia educativa.

3. Mudança das perceções dos professores face às TIC.

4. Reflexão sobre a seleção criteriosa e adequada da tecnologia em contexto educativo.

5. Desenvolvimento de competências reflexivas sobre as práticas de ensino e aprendizagem integrando as TIC.

6. Estímulo a estratégias pedagógicas promotoras de metodologias inovadoras.

7. Promoção da partilha de experiências, recursos e saberes no seio da comunidade educativa.

8. Promoção da dimensão colaborativa entre alunos, professores e escola.

9. Contribuição para a melhoria da qualidade do ensino e das aprendizagens dos alunos.

Conteúdos da ação (dimensões)

Metodologias de realização da ação

Estrutura da realização das sessões:

Sessões presenciais (25 horas):

  • Apresentação e discussão de conteúdos, cronograma, avaliação;
  • Formação no ambiente virtual de aprendizagem;
  • Partilha dos problemas. Apresentação de trabalhos.

Sessões não presenciais (25 horas) : Autónoma e com apoio (síncrono ou assíncrono) a distância

  • Intervenção no terreno através da aplicação das estratégias definidas.
  • Apoio através de uma plataforma de aprendizagem online que servirá de base a um centro virtual de apoio/comunidade de prática (local de comunicação, apoio e colaboração entre todos os participantes).


Cronograma:

1ª sessão - Presencial: Inicial (3h) Apresentação e negociação, em plenário, do Programa de Formação e dos critérios de avaliação da formação.

  • Sessão plenária sobre os efeitos cognitivos da tecnologia com a apresentação de um Prezi sobre a temática e sua discussão com os formandos.
  • Atividades de reflexão e discussão em pequeno grupo para explicitação das expectativas dos formandos relativamente à oficina de formação.
  • Preenchimento de questionário individual para a caracterização académica e profissional dos formandos e diagnóstico das suas concepções relativas a: tecnologia, tecnologia educativa, tecnologia de informação e comunicação e Web 2.0.


2ª sessão - Presencial: dimensão Professores (3h)

3ª sessão - Presencial: dimensão Professores (3h)

4ª sessão - Presencial: dimensão Professores (2h) + dimensão Alunos (1h)

5ª sessão - Presencial: dimensão Alunos (3h)

6ª sessão - Presencial: dimensão Alunos (3h)

7ª sessão - Presencial: dimensão Escola (3h)

8ª sessão - Presencial: Final - Apresentação de trabalhos (4h)

1ª parte (3 horas)

  • Apresentação, em plenário, da Wiki criada pelos grupos de trabalho
  • Reflexão sobre a experiência relativamente a:
    • Vantagens/desvantagens
    • Potencialidades/limitações
    • Dificuldades/resistências
    • Práticas
  • Entrega da reflexão crítica individual (e-fólio)

2ª parte (1 hora)

  • Avaliação da ação pelos formandos.

Calendarização da ação:

Período de realização da ação durante o mesmo ano escolar, entre os meses de setembro e novembro de 2012.

Número de sessões previstas por mês: 3

Regime de avaliação dos formandos

Avaliação baseada na legislação (ver Dec.Lei)

Análise do referido relatório, bem como dos materiais produzidos por cada formando/grupo durante a ação, será atribuída uma avaliação qualitativa e quantitativa na escala de 1 a 10, de acordo com o nº2 do artigo 11º e nº3 do artigo 13º do RJFCP (Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores).

Avaliação:

I - Componente grupo (pequeno grupo) - [ 6 valores]

O trabalho será desenvolvido numa Wiki usando a plataforma PBworks/ Sapo Campus ou outra. Poderão ser ainda usados outro tipo de ferramentas de acordo com os trabalhos a desenvolver (Google Docs/ Skype).

Critérios:

1 - Qualidade da produção do trabalho desenvolvido na Wiki (4 valores)

   1.1 Apresentação (1 valor)
   1.2 Conteúdo científico (2 valores)
   1.3 Interacção no pequeno grupo (1 valor)

2 - Apresentação e partilha dos trabalhos realizados por cada grupo (2 valores)

    2.1 Comunicação e Criatividade (1 valor)
    2.2 Relevância (1 valor)


II - Componente individual - [4 valores]

Critérios:

1 - Participação e empenho na realização das tarefas propostas nas sessões presenciais (1 valor)

    1.1 Pertinência e Clareza (0.5 valor)
    1.2 Assiduidade (0.5 valor) 

2 - Qualidade do e-fólio (relatório crítico individual) elaborado pelo formando (3 valores)

     2.1 Apresentação (1 valor)
     2.2 Conteúdo reflexivo (2 valores)

Forma de avaliação da ação

Avaliação feita

a) pelos formandos - resposta a um questionário elaborado para o efeito (formulário fornecido pelo Centro de Formação);

b) pelo formador - resposta a um questionário elaborado para o efeito (formulário fornecido pelo Centro de Formação);

c) pelo consultor de formação do Centro de Formação- elaboração de um parecer/relatório global de avaliação com base nos instrumentos avaliativos utilizados por formandos e formador. A comissão pedagógica fará a atribuição da creditação final com base na avaliação do formador e parecer do consultor.

Bibliografia

Diário da República, 1.a série—N.o 180—18 de Setembro de 2007 sísifo / revista de ciências da educação · n.o 3 · mai/ago 07 issn 1649‐4990

Resolução do Conselho de Ministros n.o 137/2007 http://www.umic.pt/images/stories/publicacoes200801/RCM_137_2007.pdf Consultado em 28/02/2012


Diário da República, 2.a série — N.o 2 — 3 de Janeiro de 2008 Despacho n.o 143/2008 http://legislacao.min-edu.pt/np4/np3content/?newsId=1506&fileName=aprova_o_modelo_org.pdf Consultado em 28/02/2012


Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, Decreto-Lei nº 249/92, de 9 de Novembro, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei n.º 60/93, de 20 de Agosto, pelo Decreto-Lei n.º 274/94, de 28 de Outubro pelo Decreto-Lei n.º 207/96, de 2 de Novembro, pelo Decreto-Lei n.º 155/99, de 10 de Maio e pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro. http://cefaeb.no.sapo.pt/legal/RJFCP.pdf Consultado em 23/02/2012

Links externos

Blog oficial da UC de Multimédia e Arquiteturas Cognitivas